quinta-feira, 18 de abril de 2013

Caracterização de Inês de Castro


Caracterização de personagens


            Para fazeres uma boa caracterização de personagens deves seguir os passos seguintes:
1. - Ler com muita atenção o texto/excerto apresentado, fazendo uma leitura ativa do mesmo, ou seja, sublinhar todas as expressões que façam uma caracterização física e psicológica da personagem (de preferência e para te organizares melhor faz os sublinhados a cores diferentes), tendo em atenção que a caracterização surge de forma direta e indireta (ou seja, tens que interpretar as atitudes das personagens, pois estas facultam-te informações importantíssimas) e escrever ao lado dos sublinhados o significado de cada uma das caracterizações;
3. – Escrever um texto organizado (começando com as características físicas e só depois as psicológicas, ou vice-versa) com introdução (apresentação sucinta da personagem), desenvolvimento (referência a todas as características com exemplos textuais e justificações necessárias) e conclusão (apanhado geral da personalidade da personagem).
4. – Reler o texto escrito, a fim de verificar a correção na estrutura frásica, organização de texto e erros ortográficos.

            Exemplo prático – Episódio de Inês de Castro – Caracterização de Inês

Adamastor - Esquema síntese


Adamastor, Canto V, estr. 37 - 60

Antes do aparecimento do Adamastor – cenário propício
«...cinco Sóis eram passados [...] Prosperamente os ventos assoprando»
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Subitamente «Hua nuvem que os ares escurece» - Aparecimento do Adamastor
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Sentimento de medo entre os navegadores
«Arrepiam-se as carnes e o cabelo,/A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo!»
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O Adamastor faz elogios velados aos portugueses assumindo um tom de crítica
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Profetiza grandes tormentos para as navegações portuguesas
«Naufrágios, perdições de toda a sorte,/Que o menor mal de todos seja a morte!»
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 Gama pergunta-lhe quem ele é e o Adamastor diz-lhe que é o Cabo das Tormentas
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Adamastor começa a falar sobre o seu desgosto a moroso, humaniza-se e parte
«Assi contava; e cum medonho choro,/Súbito de ante os olhos se apartou.»
Gama pede a Deus que remova as profecias/maldições que Adamastor proferira

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Síntese dos Cantos d'Os Lusíadas

Canto I 
1.      – O poeta indica qual o assunto da obra (Proposição);
2.      – Camões pede inspiração às Tágides (Invocação);
3.      – O poeta dedica a obra a D. Sebastião (Dedicatória);
4.      – Início da Narração:
4.1.    – Consílio dos deuses no Olimpo a fim de decidirem o destino dos portugueses;
4.2.    – Baco opõe-se, mas Vénus e Marte apoiam a viagem dos portugueses;
4.3.    – Profetiza-se a glória para os portugueses;
4.4.    – As navegações chegam a Moçambique;
4.5.    - Baco prepara uma armadilha, fornecendo aos portugueses um piloto que os conduzirá ao porto de Quíloa;
4.6.    – Intervenção de Vénus, que auxilia os portugueses a chegar a Mombaça;
4.7.    – Final do canto – reflexão do poeta acerca dos perigos constantes que o Homem enfrenta.

Episódio de Inês de Castro - explicação

Inês de Castro (C. III, 118-135)
            É o episódio lírico mais conhecido d’ Os Lusíadas. A história de amor de D. Inês de Castro e de D. Pedro era sobejamente conhecida. Era como todas as outras histórias de amores proibidos, é uma paixão trágica, porque fatal.
            Pode-se resumir este episódio aos seguintes factos: o contraste entre a despreocupação juvenil de dois amantes felizes e a realidade que lhes é hostil; a ida de Inês junto do rei, acompanhada dos filhos; as suas palavras de defesa e de pedido de misericórdia; as hesitações do Rei; o assassínio de Inês.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Proposição, Invocação e Dedicatória - explicação

Proposição

As três primeiras estrofes d’Os Lusíadas constituem a Proposição, elemento estrutural obrigatório do género épico. Aqui o poeta deve dizer o assunto que se propõe a “cantar”.
A Proposição d’Os Lusíadas é constituída por duas partes, a primeira formada pelas duas primeiras estrofes tem como oração principal «Cantando espalharei por toda a parte» e a segunda parte é constituída pela terceira estrofe, revela uma espécie de desafio e resume o propósito do poeta «Eu canto o peito ilustre lusitano». Nesta segunda parte o poeta afirma que os heróis portugueses são superiores aos das antigas epopeias, «sábio Grego» e o «Troiano»,  assim como aos grandes heróis reais e conquistadores «Alexandre» e «Trajano». Desta forma surge o desafio porque os portugueses são um povo «a quem Neptuno e Marte obedeceram». Os portugueses que Camões se propõe a cantar venceram os mitos porque se ultrapassaram a si mesmos.

A Proposição aponta já para os quatro planos que, a nível da estrutura interna, constituirão a matéria narrativa d’Os Lusíadas: o poema vai ser a celebração de uma Viagem, de um povo cuja história se vai cantar, por significar a vitória sobre os deuses que a eles se opunham; e tudo isto na perspetiva privilegiada do seu “cantor”, o Poeta.

Episódio de Inês de Castro - esquema síntese


Esquema síntese – Episódio de Inês de Castro (C.III, 118 – 135)


Inês de Castro «Que despois de ser morta foi Rainha»


Razão da sua morte «...puro amor...»

Vida de Inês e D. Pedro «Eram tudo memórias de alegria.»


D. Afonso IV determina persuadido pelos conselheiros «Tirar Inês ao mundo...»
para acabar com esse amor
«Crendo co sangue só da morte indina/Matar do firme amor o fogo aceso.»

Inês apela ao Rei

D. Afonso IV «Queria perdoar-lhe...» mas os conselheiros e povo não o deixaram voltar atrás

Vingança de D. Pedro - Coroou Inês
Foi o Rei Cru ou Justiceiro
«Este castigador foi rigoroso/De latrocínios, mortes e adultérios.»

Mapa da viagem - Os Lusíadas